Levando em consideração minha preguiça e mínimo condicionamento físico, posso afirmar que tudo foi muito sofrido. Carreguei uma mochila de soldado do Exército Brasileiro, com todas as parafernálias de milico. Viajei em uma viatura militar junto com outros colegas jornalistas sacolejando conforme as condições da estrada. Passei muito calor usando a farda militar. Aprendi entre as peculiaridades da selva, a fazer um sopão muito estranho e montar fogões improvisados. Tive um contato muito próximo com uma cobra Cascavel, sem contar uma super-aula sobre aranhas, cobras e escorpiões. Subi morro com chuva e desci correndo abaixo de um sol de uns 30°.
A superação até aí foi pequena, mas na hora de atravessar o rio presa a uma corda em pontes feitas de forma manual e que segurança pouco tinham a oferecer eu me senti feliz! Sem cair na água, aguentando a pressão em mãos e pernas eu atravessei - falsa baiana, ponte de três cordas, comando craw e preguiça - uma vez cada.
É claro isso pode não ser nada. No meu caso foi como uma renovação. Uma amiga disse que eu precisava de uma mudança ou de uma viagem. O acampamento - estágio de atividades militares para jornalistas - valeu a pena por esse motivo. Eu me superei sem precisar mudar ou viajar pra longe!
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