sábado, fevereiro 02, 2008

A espera

Contando os dias nos dedos das mãos, experimentando mais uma vez a ansiedade descontrolada, desviando do pensamento as lembranças...
Queria estar melhor, bem vestida, maquiada, com ares de saudável.
Mas não, estava imunda, com a alma vazia e mãos trêmulas.
Sabia que era o fim. Faltava pouco...

sexta-feira, fevereiro 01, 2008


Em meio a sentimentos, dores e lamentações, ela ouviu um sino tocar alto, como se estivesse ela mesmo tocando-o, o som penetrou em sua alma, fez com que flutuasse, como se o fundo do poço ficasse cada vez mais longe, como se pudesse voar... Fechou os olhos e acreditou que poderia viver mais um pouco. Acreditou na ilusão de libertar-se da mediocridade que vivera até aquele momento. Tantos sofrimentos e decepções. Não parecia que tudo destinava-se a uma pessoa só. Margeava o penhasco da loucura, ouvia vozes, sentia que a perseguiam. Imagina o fim de tudo isso, a agonia dos dias, a amargura dos segundos... os gritos de sua alma...
Sonhava acordada o tempo todo com sua liberdade...
Mesmo ela, sendo livre.
Sua mente doentia a aprisionara, fazendo-a refém de si própria, sem escapatórias e ressalvas.
Tendia cada vez mais ao inferno.


pensamentos vagos.
palavras desencontradas.
imagens distorcidas.
sons indecifráveis.
as batidas do coração são como o som de trovões em meio a tempestade.
os devaneios são constantes.
as aparições incontroláveis.

e nada fará isso mudar.

quinta-feira, janeiro 31, 2008

Até certa altura a vida a gente pensa que os sonhos se realizam. Depois de alguns tropeços, decepções e erros, entendem-se que a história de sonhos que se realizam só acontecem nos filmes... A vida real é mais cruel que os fantasmas dos desenhos eram, nos mutila a alma, nos corrompe sentimentos. Impede de sermos quem queremos, fazer o que achamos que realmente nos faria bem...
Quem sabe a vida seja boa para quem nasceu com a dita sorte.
Pena que não são muitos.

domingo, janeiro 13, 2008

Dor


Sensações desagradáveis... explicavéis tecnicamente.
Quem gostaria de sentir-se morrendo o tempo todo.
Lutando contra o mundo o tempo todo, sendo um ser triste.
Algo sem expressão, algo inacabado. Sem vida.
Mas como seria sem vida se sente vibrações, emoções e dores.
Uma sobrevida?
Difícil saber, quem sabe, descubra um dia...

domingo, junho 10, 2007

é estranho como há coisas que lembram perfeitamente momentos a tempos esquecidos.
como se fosse fácil mexer na terceira gaveta dos pensamentos.
como se fosse simples, revirar a memória e deparar-se com tudo isso.
há fatos e momentos que não deveríamos lembrar, mas se lembramos, motivo há.
são cheiros, ventanias, cor do céu, olhares, lugares, páginas de internet... fazem vir à tona lembranças boas e más, sentimentos intensos sem mera explicação...

sábado, junho 09, 2007

Diferente do que o mundo pode pensar, estou eu a refletir. Como podemos dizer que amamos nossos irmãos, se na verdade gostamos mesmo de ver o mundo em chamas? Estamos sempre em frente a televisão assistindo a violência que nos cerca e agradecendo não ser com nós. Mas agir, ninguém age. Ver o mundo lá fora passando fome, frio e necessidade faz bem pro ego, pois percebe-se que nem tudo dentro do mundo cor de rosa de cada um esta perdido. Ainda há do que reclamar.
O sensacionalismo que nos é imposto e que aceitamos de braços abertos, nos leva a aceitar como normal o que acontece a nossa volta, deixando de nos alarmarmos ao ver os horrores e a apenas acostumarmos com o dia-a-dia sangrento e violento.
Pode ser que nos falte amor próprio, pode ser que nos falte vergonha na cara.
Pode ser também que tenhamos esquecido o verdadeiro sentido e razão de estarmos todos nesta jornada...

segunda-feira, maio 21, 2007

Castelo de princesa nenhuma

E quando tudo parecia perfeito, ela morre, deixando-o sem chão... ela sentia em deixar esse mundo mas não havia o que fazer, ela havia saido de seu corpo, deixado de respirar, assim como ele também deixou de viver...
O amor é algo sem explicação para os que o sentem, para os frios de coração é tão patético e sem graça. A diferença talvez seja que, quando se está apaixonado, o mundo muda de cor, o sol brilha com mais força, as cores vibram, os corpos dançam ao som de uma melodia que para qual não há definição, para a qual não há vergonha de dançar!
A solidão que a falta de amor deixa faz com que o mundo torne-se da cor do meu mundo, preto e branco, pálido, sem vida, sem som, sem êxtase... Mas solidão é passageiro, amor ... não.

sexta-feira, maio 18, 2007

... e olhando pro chão, chutando as pedras do meu caminho eu vou procurando meu refugio, meu asilo, para fugir de toda a tristeza que ao ir embora, você deixou no meu peito...

olheiras, sono, amor no limite do ódio, inverno, inferno, falta de amor próprio, silêncio, falta.
tudo faria sentido se alguém segurasse minha mão e continuasse por um tempo assim, segurando-a...

quinta-feira, maio 17, 2007

no caminho tortuoso e frio descubro em seus olhos o porquê do sacrificio, da loucura, da negação, do seu poder sobre mim, tudo isso é ilusão até o momento em que nos deparamos com a verdade, sentimentos são frios, beijos são espinhos, olhares são tentações, desejos incontroláveis são parte do demônio que você e eu temos dentro de nós mesmos, e eles conversam entre si, enquanto nós nos abraçamos serena e inocentemente, eles planejam o nosso fim, eles arquitetam o nosso calabolso, para que possamos ser jogados juntos lá dentro... eles sabem o que é falso, eles sabem que tudo é recíproco, nosso afeto e desapego andam de mãos dadas, mesmo não se conhecendo, mesmo que estejam de olhos fechados, andando na beira do penhasco... mesmo assim você, continua num sonho, enquanto eu, levanto e vou embora... sem deixar vestígios sobre mim, sem lhe deixar a chave.
O ar que você respirava agora sou eu quem o respiro, mesmo você insistindo, não tem forças para fugir do lugar em que estamos, no calabolso que nossos demônios nos fizeram parar, no fim do túnel que não conhecemos a entrada. Eles foram espertos e você se desepera, porque sabe que não suporta saber que não te quero mais...

sábado, novembro 11, 2006

Quando nada faz sentido, mesmo estando tudo certo... o que significa?
É tão complicado entender o que acontece com a mente e a alma, fico me perguntando, o porque de tanta coisa estranha e sem logica, que tenho impressão as vezes de não ser eu mesma, como eu queria poder gritar, sumir daqui, dar outro rumo, ... Mudar do dia pra noite, mudar radicalmente de vida como faço com os cabelos, como queria que isso fosse possivel. Era pra mim estar bem, essa é a parte que não entendo. Porque de tanta coisa errada pra mim. Seria tão facil, se não fosse comigo.
Parece que eu amo viver esse inferno, pois nunca saio dele.

segunda-feira, setembro 04, 2006

segunda feira



Vivendo num mundo cor de rosa, onde tudo é da minha maneira, da maneira que eu gosto, tendo os outros personagens, vida própria, vontade própria... em meu mundinho.

Cada poro da minha pele, cada lagrima derramada.
Sem essência, sem razão, sem amor.
Como versos sem rima, letra sem melodia, noite sem estrela.

Cada momento representa o que deveria ser, cada sorriso, cada olhar, demonstra o que realmente se é. Seja falso, seja verdadeiro.

Não faço rima.
Não faço verso.
Escrevo o que sinto...
E assim vou escrevendo...

domingo, setembro 03, 2006

Uma xícara de café

Interessante como as vezes falta tempo para coisas importantes e sobra para nada.
Fico eu aqui tentando lembrar dos meus sonhos, ao invés de me concentrar.
Queria saber tanta coisa, queira poder tanta coisa, nada muito dificil, coisas que estão ao alcance, mas que apenas não tenho permissão para faze-las. Seria bom, poder fazer o que eu quero? Na maioria das vezes me pergunto... e entre um café e outro a minha vida passa, e eu apenas a olho, sem muito me mexer, vezes por preguiça, vezes por medo, vezes por estar com a cabeça na lua... A importancia da vida, e a sua essencia de pouco me valem quando estou me sentindo assim, como hoje, com vontade imensa de desistir daqui, de desistir desse tudo que não me vale nada. Mesmo não sendo material, mesmo não sendo importante, mesmo até não sendo eu, a maior vontade é essa; ela não me deixa, não se aquieta, mesmo eu rindo dela, ela não me permite a liberdade... E, antes que se pergunte; não, não estou fazendo cena.
E, acrescentando ao nada; meu café hoje fico bom, talves porque, fiz apenas pra mim.

terça-feira, agosto 29, 2006

A primeira



Boas vindas a mim então!
Como a falta de tempo é a minha grande inimiga... apenas vou constar um "oi" aqui por hoje.
outra hora eu começo realmente

kisses =*